Ano Nobu: filhos recolhem as obras deixadas para o registo

31 de dezembro de 2020

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O compositor Ano Nobu falecido há 16 anos completaria amanhã, dia 1 de Janeiro, 88 anos de idade. Os filhos de Ano Nobu têm em execução a recolha das obras deixadas pelo pai.

 

O legado é riquíssimo, são mais de quatrocentas composições entre mornas, coladeiras, funaná, batuque, baladas e mazurkas.

O seu mérito foi reconhecido pela Presidência da República com a atribuição da Medalha do Vulcão, em 1991, e com a entrega de um passaporte diplomático em 2003.

Ano Nobo foi ainda um reconhecido autor dramático, compondo em crioulo diversas peças teatrais. Várias dessas peças, à semelhança de muitas das suas músicas, foram compostas para serem interpretadas no salão paroquial de S. Domingos, no âmbito dos programas culturais da paróquia. O seu mérito como dramaturgo foi reconhecido publicamente com a atribuição de um prémio à sua peça “Julgamento do Tótó ku Tota”, que venceu o concurso de melhor peça teatral de Cabo Verde, em 1999.

Valorizar, conservar e dar continuidade ao legado de Ano Nobu é o objetivo primeiro dos filhos que, na sua maioria, são cantores e músicos e que, num primeiro momento, pretendem quantificar as obras.

Com a recolha do acervo, para além de registar, igualmente tencionam editar discos.

Fulgêncio da Circuncisão Lopes Tavares - Ano Nobu - ganhou projeção nacional e internacional, com a interpretação das suas composições por Dany Silva, Zeca di Nha Reinalda, Mariana Ramos, Maria Alice, Manuel de Candinho, entre outros artistas e grupos musicais.

“Adelaide”, “Linda”, “Lolinha”, “Falsia di Tanha”, “Ta PingaTchapo-Tchapo”, “Baíno”, “Ressana Godim” ou “Camarada Pépé Lope“, são algumas das composições que obtiveram maior sucesso.

 

Nany Vaz/RCV

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Peça na íntegra, pela jornalista Nany Vaz