BCV prorroga automaticamente a medida de extensão do prazo da suspensão temporária do serviço de crédito bancário

01 de janeiro de 2021

Sede Banco de Cabo Verde, no Plateau - cidade da Praia
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Devido ao ataque cibernético que afectou a rede do Estado, impossibilitando a publicação de documentos no Boletim Oficial, o Banco de Cabo Verde (BCV) decidiu prorrogar automaticamente a medida de extensão do prazo da suspensão temporária do serviço de crédito bancário até 30 de setembro de 2021.

 

Significa, que as moratórias, que o Governo tem adoptado com vista à mitigação dos impactos negativos da Covid-19, junto de famílias, empresas, municípios, e demais organizações, mantêm-se integralmente para entidades mais afectadas e parcialmente para as restantes entidades, podendo inclusive ser solicitadas por aquelas que ainda não aderiram ao regime.

Ouvido pela Rádio de Cabo Verde, o presidente da Câmara de Comércio de Sotavento, alerta para o aumento das dívidas das empresas à banca no período pós moratória, que, segundo Jorge Spencer Lima, por sí só, não resolve o problema de financiamento do sector privado, apesar de ser adequada ao contexto da pandemia da Covid 19.

Em comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, o BCV explica que a terceira revisão da extensão das moratórias decorrente da pandemia da Covid-19, estipula que, as entidades que no dia 31 de dezembro de 2020, se encontrem abrangidas pelo regime temporário de suspensão do serviço de crédito bancário beneficiam da prorrogação automática da medida até 31 de Janeiro de 2021.

As entidades, que, no dia 1 de fevereiro de 2021, se encontrem abrangidas parcialmente pelo regime, beneficiam dessa prorrogação suplementar pelo período de oito meses, compreendido entre 31 de Janeiro de 2021 e 30 de setembro de 2021.


O documento refere também que as famílias e entidades que “ainda não o tenham feito, e pretendam fazê-lo, devem comunicar às instituições a sua intenção de aderir à moratória até ao dia 31 de janeiro de 2021 e que os créditos concedidos a pessoas singulares e empresas mais afectadas pela pandemia, continuam a beneficiar da suspensão do pagamento de capital, juros, comissões e outros encargos até setembro próximo.

Comunica ainda, que as empresas “mais afectadas” dispõem de uma “extensão” do prazo “dos seus créditos”, até 2022.

Todas as outras entidades com créditos bancários, retomarão o pagamento de juros a partir de 1 de julho de 2021, beneficiando, porém da suspensão do pagamento de capital até 30 de setembro de 2021.

Reportagem RCV com jornalista Cândido Fortes

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