CEDEAO: Cabo Verde quer tratamento diferenciado que permita uma inserção mais igualitária na comunidade

23 de janeiro de 2021

Jorge Carlos Fonseca, Presidente da República
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No próximo mês de fevereiro estará pronto um estudo encomendado por Cabo Verde sobre especificidades e particularidades do país, a ser apresentado à CEDEAO, e no qual se justifica a necessidade de um tratamento diferenciado que permita uma inserção mais igualitária na comunidade regional.

O que as autoridades nacionais pretendem é apresentar justificativas plausíveis e dados concretos que comprovem aos demais países da CEDEAO que Cabo Verde não pode ser visto como os outros países não arquipelágicos quando se decide temas como moeda única, lie circulação de pessoas e bens, contribuição para a tarifa comum e quotizações.

O Presidente da República, que participou hoje na conferência online dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, alertou aos seus pares que o país está firme nesta batalha.

Os impactos da Covid-19 na sub-região não podiam ficar fora da agenda. Os participantes do encontro dizem-se preocupados com possível desigualdade no acesso às vacinas contra a pandemia, deixando os países africanos para trás, de acordo com Jorge Carlos Fonseca. 

Muito brevemente, a comunidade deverá indicar um candidato para a presidência da União Africana. Há pretendentes, mas não houve entendimento sobre os critérios a se ter em conta.

A situação política e social no Mali continua a ser tema de debate. O relatório apresentado considera que houve avanços no restabelecimento da ordem democrática e a CEDEAO apela que o calendário da realização das eleições seja cumprido na íntegra.

 

Emerson Pimentel / RTC

Reportagem RCV com jornalista Emerson Pimentel


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