Produtores de eventos esperam mais empatia e um melhor relacionamento com o Ministério da Cultura

21 de maio de 2021

Em janeiro de 2021, os Agentes Culturais manifestaram nas ruas contra ao que consideram o abandono do setor da cultura em Cabo Verde.
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Os Produtores de eventos esperam mais empatia e um melhor relacionamento com o Ministério da Cultura, para que a parte do setor cultural que está paralisada possa ter meios de retomar as atividades. São as primeiras reações à recondução de Abraão Vicente no cargo de Ministro da Cultura e Indústrias Criativas.

Para a Liga Independente dos Grupos Oficiais de Carnaval de São Vicente já existe uma boa parceria com a tutela da cultura que permitiu, por exemplo, melhorar a qualidade de som dos desfiles e aumentar os subsídios atribuídos aos grupos.

No entanto, já se falava da sustentabilidade do carnaval. E agora, mais que nunca, é preciso medidas assertivas, como diz Marco Bento, presidente da LIGOC, que já tem planos para próximo ano, esperando que, até lá, as condições estejam reunidas para tal.

E para que o setor cultural possa florescer, o relacionamento institucional precisa ser saudável, alerta a APEC, Associação de Produtores de Eventos, que relembra que há boa parte de fazedores de cultura descontentes com o ministério e com o ministro.

O presidente da APEC, Mário Bettencourt, diz que a associação vai insistir nas propostas, que já tinha apresentado desde o início da crise, tendo em conta a inatividade dos produtores e a fraca produção do mercado da música e espetáculos com público.

Só será possível aliviar o setor, se a pandemia estiver controlada. E a via é a vacinação em massa, defende Mário Bettencourt.

E a retoma tem de ser em novos moldes e de mãos dadas com o turismo, que também precisa de novas perspectivas, no entender dos fazedores de cultura.

Emerson Pimentel / RCV